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Espécies de ciclídeos que constam do "Livro Vermelho" da IUCN

O que é a IUCN?

A IUCN (do original em inglês International Union for Conservation of Nature - União Internacional para Conservação da Natureza), ajuda o mundo a encontrar soluções pragmáticas para os desafios mais urgentes do meio ambiente e desenvolvimento. Ela apoia a pesquisa científica, gerencia projetos de campo por todo o mundo e congrega governos, organizações não-governamentais (ONGs), agências das Nações Unidas, empresas e comunidades locais a desenvolver e implementar políticas, leis e boas práticas.

A IUCN é a maior e mais antiga organização ambiental do mundo - uma união de participação democrática com mais de 1000 organizações governamentais e não-governamentais, e quase 11 mil cientistas voluntários em mais de 160 países.

O trabalho da IUCN é apoiado por um time de mais de 1000 profissionais em 60 escritórios e centenas de parceiros em setores públicos, privados e ONGs ao redor do mundo. O "quartel-general" da União estão localizados em Gland, perto de Genebra, na Suíça.

O Livro Vermelho da IUCN

O Livro Vermelho de Espécies Ameaçadas da IUCN, criado em 1948, é o maior inventário mundial do status de conservação global de espécies animais e plantas. A União Internacional para a Conservação da Natureza e Recursos Naturais (IUCN) é a principal autoridade mundial no status de conservação das espécies.

O Livro Vermelho da IUCN é redigido baseado em critérios precisos para avaliar o risco de extinção de milhares de espécies e sub-espécies. Estes critérios são relevantes para todas as espécies e todas as regiões do mundo. A meta é tornar conhecida a urgência nas questões de conservação para o público e os criadores de leis e políticas, e também ajudar a comunidade internacional a reduzir a extinção das espécies.

Dentre os principais avaliadores se incluem a BirdLife International, o Institute of Zoology (a divisão de pesquisa da Zoological Society of London), o World Conservation Monitoring Centre, e muitos grupos de especialistas da Comissão de Sobrevivência das Espécies (SSC, Species Survival Commission) da IUCN. Coletivamente, avaliações destas organizações e grupos respondem por quase a metade das espécies da lista.

A IUCN tem como objetivo ter a classificação de cada espécie reavaliada a cada 5 anos se possível, ou pelo menos a cada 10 anos.

Espécies de Ciclídeos Ameaçadas

Nome científico da espécie (obs. nome popular citado em inglês ou espanhol conforme o caso. Clique no link para informações adicionais)

Status Atual

Região

Astatotilapia sp. nov. 'dwarf bigeye scraper' Criticamente ameaçada Registrada no lago Kanyaboli, um lago-satélite do lago Victoria. Nativa do Quênia
Astatotilapia sp. nov. 'shovelmouth' Ameaçada Registrada no lago Lake Kyoga e no lago adjacente Nawampasa. Nativa de Uganda.
Aulonocara nyassae (Emperor Cichlid) Vulnerável Endêmica no lago Malawi onde foi registrada em Boadzulu Island e Manzinzi Bay. Nativa do Malawi.
Chetia brevis (Orange-fringed River Bream) Ameaçada Sistema do Rio Lomati (low-veld) na Suazilândia e Mpumalanga, África do Sul. Nativa de Moçambique, África do Sul e Suazilândia.
Cichlasoma bartoni (Mojarra Caracolera) Vulnerável México
Cichlasoma labridens (Mojarra) Ameaçada México
Cichlasoma minckleyi (Mojarra Caracolera De Cuatro Cienegas) Vulnerável México
Cichlasoma pantostictum (Mojarra) Vulnerável México
Cichlasoma steindachneri (Mojarra) Vulnerável México
Haplochromis acidens Vulnerável Endêmica no lago Victoria. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis aelocephalus Vulnerável Distribuída em Uganda e também na Tanzânia. No lago Victoria Seehausen (1996) relatou cinco locais na parte sul do lago, especificamente a costa sul da península Bwiru, e outras dentro do Golfo Mwanza Central. Nativa de Tanzânia e Uganda.
Haplochromis aeneocolor Vulnerável Endêmica no lago George e no Kazinga Channel. Nativa de Uganda.
Haplochromis annectidens Criticamente ameaçada Endêmica no lago Nabugabo. Nativa de Uganda.
Haplochromis arcanus Extinta Regionalmente extinta: Quênia; Tanzânia, Uganda.
Haplochromis argenteus Criticamente ameaçada Endêmica no lago Victoria. Costumava ser mais abundante no golfo Mwanza e no golfo Speke mas não tem sido observada por mais de 12 anos, é temido estar extinta. Nativa do Quênia.
Haplochromis artaxerxes Extinta Regionalmente extinta: Uganda.
Haplochromis barbarae Ameaçada Endêmica no lago Victoria e no lago Nawampasa e por todo o rio Nilo. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis bartoni Extinta Regionalmente extinta: Quênia; Tanzânia, Uganda.
Haplochromis bayoni Criticamente ameaçada Endêmica no lago Victoria. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis beadlei Criticamente ameaçada Endêmica no lago Nabugabo. Nativa de Uganda.
Haplochromis boops Extinta Endêmica no lago Victoria. Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis brownae Ameaçada Endêmica no lago Victoria. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis cassius Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis cavifrons Criticamente ameaçada Encontrada no arquipélago Vesi no golfo Speke, lago Victoria. Nativa do Quênia e Tanzânia.
Haplochromis chilotes Vulnerável Endêmica no lago Victoria. Distribuída em quatro locais no golfo Mwanza, especificamente: Python Island, Igombe Island, Makobe Island, e Ruti Island (Mrosso et al. no prelo). Também conhecido de vários locais no norte do lago Victoria (Greenwood 1959). Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis chromogynos Criticamente ameaçada Endêmica no lago Victoria. Originalmente conhecida das baías Butimba e Nyegezi do golfo Mwanza mas está desaparecida. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis crassilabris Vulnerável Endêmica no lago Victoria. Nativa do Quênia e Uganda.
Haplochromis cryptodon Ameaçada Endêmica no lago Victoria. Encontrada nos habitats de costas rochosas do golfo Mwanza. Nativa da Tanzânia.
Haplochromis cyaneus Ameaçada Distribuída através de três ilhas no sudeste do lago Victoria: Chamagati (Região do Sengerema), Makobe (Sul do golfo Western Speke), e Nansio (Ukerewe). Estima-se estar ausente de outras áreas do lago. Nativa da Tanzânia.
Haplochromis decticostoma Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis dentex Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis desfontainii Ameaçada A localização típica de H. desfontainii é Gafsa na Tunísia central, a norte de Chott El Jerid. Em Gafsa foi registrada nos lagos interconectados usados para irrigação de plantações de palmeiras (10 em 1953 (Kirchshofer 1953) e 3 em 1964, o restante tinha sido convertido em poços de concreto (Weish 1964)), e uma piscina de nado romana. Em 1979 a espécie foi só encontrada em um pequeno canal de irrigação e na piscina romana (Eggers 1980) e nos anos 80 a espécie só podia ser encontrada aqui após exaustivas pesquisas (Schmidt 1982). Contudo,, Van der Zee and Vonk (1992) declarou que a espécie era muito comum em Gafsa. Uma pesquisa em 2006 em Gafsa descobriu que as piscinas romanas não tinham qualquer peixe e os lagos naturais remanescentes e canais de irrigação não puderam ser encontrados (possivelmente secaram) (Schraml pers. comm).

H. desfontainii
também foi registrado em outros locais em torno de Chott El Jerid; perto de Tozeur (Van der Zee and Vonk 1992, Schöpfel 1997, Schraml pers. com.) e no oásis de Nefta (Schmidt 1982), no oásis En Nemlet (Eggers 1980) e na Argélia (Paulo 1983). Infelizmente os detalhes específicos destes locais na Argélia não foram identificados mas o Fishbase lista Biskra. Em 2006 em Tozeur, onde Schraml previamente registrou a espécie em 1996, os canais de água haviam sido concretados e a maioria havia secado. Schraml encontrou H. desfontainii em um destes canais, que tinha níveis de água muito baixos (1 or 2 cm), substrato muito pouco adequado e altos níveis de resíduos. Em uma localização desde canal, os únicos indivíduos da espécie que puderam ser vistos foram quase paralizados pelas baixas temperaturas devido aos baixos níveis de água e baixa temperatura do ar, que fizeram deles presas fáceis para gatos e garças. A pesquia de Schraml em 2006 também cobriu muitos locais em potencial incluindo próximo a Nefta, El Hamma, le Nefzaoua, Douz, El Faouar, Nouil and Blidet e nenhum H. desfontainii foi encontrado.

Existem também coleções em museus de H. desfontainii de Lalla (sul de Gafsa), El Hamma e um registro questionável da cidade costeira de Sfax (Schraml pers. comm.) (Froese and Pauly 2005).

Mais trabalho de pesquisa é requerido já que nem todos os locais registrados ou locais em potencial (ex. Argélia ou sul de Chott el Jerid) para H. desfontainii foram completamente pesquisados por Schraml na sua pesquisa de 2006. Nativa da Argélia e Tunísia.
Haplochromis erythromaculatus Ameaçada Só conhecida dos lagos Bulera e Luhondo e rio Mukungwa River (sistema do Alto Akagera no norte de Ruanda) onde ela pode ter sido introduzida junto com jovens Tilapias do lago Bunyoni, Edward ou George. Nativa de Ruanda.
Haplochromis estor Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis flaviijosephi Ameaçada Restrita à bacia do rio Jordão onde ocorre nas proximidades do lago Kinneret, vale Baisan e lago Muzairib em Israel e Sìria. Nativa de Israel e Sìria.
Haplochromis flavipinnis Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis flavus Ameaçada Originalmente bastante distribuída em águas claras do sudeste do lago Victoria. Mrosso et al. (no prelo) tem relatado desde então sua presença em apenas quatro locais. Nativa da Tanzânia.
Haplochromis gilberti Extinta Endêmica do lago Victoria. Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis gowersi Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis granti Ameaçada Endêmica no lago Victoria. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis guiarti Criticamente ameaçada Originalmente distribuída em vários locais rochosos no lago Victoria no golfo Mwanza antes de sua colonização pela perca do Nilo. Declinou durante os anos 80 (Seehausen 1996) e agora é pensado estar restrito a Nyegezi South Rocks. Nativa da Tanzânia.
Haplochromis heusinkveldi Criticamente ameaçada Endêmica no lago Victoria. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis howesi Criticamente ameaçada Endêmica no lago Victoria. Distribuída no norte do golfo Mwanza e golfo Speke normalmente em águas de menos de 3 m. Nativa do Quênia e Tanzânia.
Haplochromis ishmaeli Extinta na Natureza Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis katavi (Katavi Mouthbrooder) Vulnerável Endêmica na drenagem do lago Rukwa onde está restrita ao sistema do rio Katuma na parte norte da bacia (Seegers 1996). Nativa da Tanzânia.
Haplochromis labiatus Quase ameaçada Endêmica nos lagos Edward e George. Nativa do Congo e Uganda.
Haplochromis laprogramma Vulnerável Endêmica no lago Victoria. Recuperando-se de um prévio declínio na maioria das baías e golfos, incluindo o golfo Mwanza, Mori Bay, Emin pasha e golfo Speke (Bayona et al. enviado, Witte et al. 2000). Nativa da Tanzânia.
Haplochromis latifasciatus Criticamente ameaçada Registrado no lago Kyoga e no lago adjunto Nawampasa (todos parte do maior sistema do Victoria). Nativo de Uganda.
Haplochromis lividus Extinta na Natureza Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis longirostris Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis macrognathus Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis maculipinna Criticamente ameaçada Endêmico no lago Victoria. Nativo do Quênia.
Haplochromis mandibularis Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis martini Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis maxillaris Criticamente ameaçada Endêmica no lago Victoria e no lago adjunto Kanyaboli. Nativo do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis megalops Criticamente ameaçada Endêmica no lago Victoria. Possivelmente extinto no Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis melanopterus Ameaçada Distribuído no golfo Mwanza, golfo Speke e Sengerema no lago Victoria com uma extensão de ocorrência < 5,000 km². A pesquisa de Mrosso et al. (no prelo) indica recuperação da espécie em Igombe e Makobe Islands. Nativo da Tanzânia.
Haplochromis mento Criticamente ameaçada Endêmica no lago Victoria. Nativo da Tanzânia.
Haplochromis michaeli Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis microdon Criticamente ameaçada Registrado por último no lago Victoria no golfo Speke. Nativo da Tanzânia.
Haplochromis mylergates Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis nanoserranus Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis nigrescens Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis nuchisquamulatus Ameaçada Encontrado no lago Victoria e no Nilo do Victoria. Nativo do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis nyanzae Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis obliquidens Quase ameaçada Endêmica no lago Victoria. Registrada em várias áreas ao longo de Lake Shore, relativamente raro no golfo Mwanza e também encontrada em ilhas rochosas isoladas de Godziba (Seehausen 1996). Nativo do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis obtusidens Extinta Endêmica no lago Victoria. Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis oregosoma Quase ameaçada Endêmica no lago George e em Kazinga Channel. Nativo de Uganda.
Haplochromis pachycephalus Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis paraguiarti Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis paraplagiostoma Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis paropius Criticamente ameaçada Endêmica no lago Victoria. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis percoides Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis perrieri Extinta na Natureza Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis petronius Vulnerável Endêmica no lago George. Nativa de Uganda.
Haplochromis pharyngomylus Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis phytophagus Criticamente ameaçada Uma espécie distribuída estreitamente no golfo Mwanza, Lake Victoria que desapareceu das capturas desde 1996 (Seehausen1996, Mrosso et al. no prelo, Witte et al. 2000). Também foi registrado no lago Kanyaboli. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis piceatus Criticamente ameaçada Esta espécie foi originalmente registrada nas partes sudeste do lago Victoria mas não tem sido registrada ali desde 1987 (Witte et al.1992) e é pensado estar extinta. Contudo, recentemente ela foi redescoberta em Makobe Islands (Mrosso et al. no prelo). Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis plagiodon Ameaçada Endêmica no lago Victoria. Distribuída no golfo Mwanza, região de Sengerema e Chamagati Islands. Nativa da Tanzânia.
Haplochromis plagiostoma Criticamente ameaçada Registrada pela última vez no lago Victoria. Nativa de Uganda.
Haplochromis prodromus Ameaçada Endêmica no lago Victoria. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis prognathus Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis pseudopellegrini Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis pyrrhocephalus Vulnerável Endêmica no lago Victoria onde é encontrada em vários locais do golfo Mwanza e golfo Speke tendo mudado de um ambiente pelágico para litorâneo. Encontrada no contorno de 4 a 8m de profundidade. Nativa da Tanzânia.
Haplochromis sauvagei Vulnerável Endêmica no lago Victoria. A parte norte da população foi observada em Rusinga Island e boca do rio Migor enquanto a subpopulação sul foi observada durante pesquisas em áreas sem pesca de rede durante 2000 e 2002 (Bayona et al. no prelo). Estes foram coletados em Busanga e Mchangani (baía Mori), Mihale e Masuha (golfo Mwanza). A distribuição total conhecida está restrita a menos do que cinco locais em águas de 1 a 5 m de profundidade. A área equivalente para esta faixa de profundidade através do lago é de 3,200 km², de acordo com Kudhongania e Cordone (1974), daí a estimativa de ocorrência ser estimada como menor que 5,000 km². Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis saxicola Vulnerável Endêmica no lago Victoria. Greenwood (1960) descreveu sua distribuição nas águas do norte e Seehausen (1996) descreveu coletas de três locais no sul, em Chamagati Islands, Mafwinki Islands e Sozihe Island no golfo Speke. Normalmente encontrada em águas de até 2,5m. Nativa da Tanzânia e Uganda.
Haplochromis serranus Quase ameaçada Endêmica no lago Victoria onde está distribuída em Uganda, dois locais no Quênia e um local na Tanzânia (Speke Gulf) em profundidades entre 3–6 m. Mais recentemente, Mrosso et al. (no prelo) coletaram a espécie em Makobe Island. Sua estimativa de extensão de ocorrência é <5,000 km². Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis simpsoni Ameaçada Endêmica no lago Nabugabo. Nativa de Uganda.
Haplochromis sp. nov. 'Amboseli' Criticamente ameaçada Endêmica nos pântanos Amboseli, Quênia. Nativa do Quênia.
Haplochromis sp. nov. 'ruby' Criticamente ameaçada Registrada no lago Nawampasa. Nativa de Uganda.
Haplochromis spekii Criticamente ameaçada Endêmica no lago Victoria. Esta espécie não tem sido coletada na sua faixa anterior no golfo Mwanza e golfo Speke desde 1992. Teme-se estar extinta. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis teegelaari Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis thuragnathus Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis tweddlei Vulnerável Endêmica no Malawi e Moçambique. Ocorre nos lagos Chiuta e Chilwa e rios associados (i.e., rio Likangala). Nativa do Malawi e Moçambique.
Haplochromis velifer Vulnerável Endêmica no lago Nabugabo. Nativa de Uganda.
Haplochromis venator Ameaçada Endêmica no lago Nabugabo. Nativa de Uganda.
Haplochromis victorianus Criticamente ameaçada Endêmica no lago Victoria. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis welcommei Criticamente ameaçada Registrada no lago Victoria (o espécime era de Near Damba Island). Supostamente também do lago Nawampasa. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Haplochromis worthingtoni Criticamente ameaçada Endêmica no lago Kyoga e lago adjunto Nawampasa. Nativa de Uganda.
Haplochromis xenostoma Extinta Endêmica no lago Victoria. Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Harpagochromis sp. nov. 'frogmouth' Vulnerável Registrada no lago Victoria. Nativa do Quênia e Uganda.
Hoplotilapia retrodens Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Konia dikume (Dikume) Criticamente ameaçada Endêmica no lago Barombi-ma-Mbu (ou lago Barombi Mbo), Camarões ocidental. Nativa de Camarões.
Konia eisentrauti (Konye) Criticamente ameaçada Endêmica no lago Barombi-ma-Mbu (ou lago Barombi Mbo), Camarões ocidental. Nativa de Camarões.
Lipochromis sp. nov. 'backflash cryptodon' Criticamente ameaçada Registrada no lago Nawampasa. Nativa de Uganda.
Lipochromis sp. nov. 'small obesoid' Criticamente ameaçada Registrada no lago Nawampasa. Nativa de Uganda.
Lipochromis sp. nov. 'black cryptodon' Criticamente ameaçada Registrada no lago Victoria. Nativa da Tanzânia.
Lipochromis sp. nov. 'parvidens-like' Criticamente ameaçada Registrada no lago Nawampasa. Nativa de Uganda.
Macropleurodus bicolor Criticamente ameaçada A pequena população remanescente foi registrada no golfo Speke e Igombe Island, lago Victoria (Seehausen 1996). Coletas por 7 anos subsequentes não registraram a presença desta espécie. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Myaka myaka (Myaka Myaka) Criticamente ameaçada Endêmica no lago Barombi-ma-Mbu (ou lago Barombi Mbo), Camarões ocidental. Nativa de Camarões.
Oreochromis alcalicus (Lake Magadi Tilapia) Ameaçada Distribuída através das águas do lago Natron (extensão de ocorrência [EO] = 855 km²), lago Manyara (EO = 413 km²) e lago Eyas (EO = 1.160 km²). A EO total é de menos de 5.000 km². Nativa da Tanzânia.
Oreochromis amphimelas Ameaçada A espécie é endêmica dos lagos alcalinos do vale do Rift (Trewavas 1983). Está distribuída no lago Manyara (extensão de ocorrência [EO] = 413 km²), lago Eyas, bacia Yaeda (EO = 1.160 km²), lago Kitangiri (115 km²) e lago Singida (EO = 105 km²). A EO estimada é de 1.800 km². Nativa da Tanzânia.
Oreochromis andersonii (Threespot Tilapia) Vulnerável Esta espécie ocorre no alto Zambezi, e também nos rios Kafue, Okavango e Cunene. Ocasionalmente também registrada no médio Zambezi (Skelton 2001).

Na África Oriental, a espécie foi introduzida no Quênia em 1980 do Botswana (Motiti Pan, drenagem do Okavango) por I. Parker para finalidades de aquacultura. Foi introduzida numa represa perto de Nairobi e é possível que alguns espécimes encontraram seu caminho em direção ao sistema do rio Nairobi. Nativa de Angola; Botswana; Namibia; Zambia; Zimbabwe. Introduzida na República Democrática do Congo; Quênia; África do Sul; Tanzânia.
Oreochromis chungruruensis Criticamente ameaçada Endêmica no lago Chungruru, um lago-cratera ao norte do lago Malawi, que não tem saída de água (extensão de ocorrência <100 km²). Nativa da Tanzânia.
Oreochromis esculentus (Singidia Tilapia) Criticamente ameaçada Presente no escoamento do lago Victoria e lago Kanyaboli. Foi introduzida em várias represas e águas, incluindo o sistema do Pangani (lago Jipe). Está ainda presente em alguns dos lagos satélite dos lagos Victoria e Kyoga. Está, contudo, virtualmente extinta dos lagos principais Victoria e Kyoga. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Oreochromis hunteri (Lake Chala Tilapia) Criticamente ameaçada Endêmica no lago Chala (extensão de ocorrência < 2 km²) nas encostas orientais do monte Kilimanjaro. Nativa do Quênia.
Oreochromis jipe (Jipe Tilapia) Ameaçada Endêmica no lago Jipe, que tem aproximadamente 16 km², na drenagem do Pangani (Mugisha et al. 1993). Desde então conseguiu colonizar Nyumba ya Mungu (extensão de ocorrência [EO] = 56 km²) através do rio Ruvu. A EO total é então de 72 km² (i.e., menos de 100 km²). Nativa do Quênia e Tanzânia.
Oreochromis karomo (Karomo) Criticamente ameaçada Endêmica do baixo rio Malagarasi e seu delta. Nativa da Tanzânia.
Oreochromis karongae Ameaçada Endêmica do lago Malawi, lago Malombe e alto e médio rio Shire. Nativo do Malawi, Moçambique e Tanzânia.
Oreochromis latilabris Vulnerável Endêmica da bacia do lago Natron onde habita algumas nascentes sul e sudeste e afluentes da lagoa do sul. Além disso, foi coletado de uma de duas nascentes e da relativamente larga corrente adjacente entre o rio Moinik e a lagoa sudoeste (Seegers and Tichy 1999). Nativo da Tanzânia.
Oreochromis lidole Ameaçada Endêmica no lago Malawi, lago Malombe e rio Shire. Nativo do Malawi, Moçambique e Tanzânia.
Oreochromis macrochir (Greenhead Tilapia) Vulnerável Rios Alto Zambezi, Okavango e Kafue, bem como alto Kasai, lago Bangweulu e rio Chambeshi. Também foi coletado no rio Revue em Moçambique (sistema Buzi, bem a leste de sua distribuição natural e é possível que isto seja uma população "relict" (N.T.: em Ecologia, relict quer dizer um ecossistema que um dia foi grande e que depois ficou restrito; Bell-Cross 1973b). No Zimbabwe, foi bem distribuído através de introduções e translocações para várias partes do país. Sua introdução no lago Kariba em 1959 não obteve sucesso (Jackson 2000) mas ela sobrevive em pequeno número. Pode ter colonizado o rio Limpopo depois de escapar da represa Shashe em Botswana e foram coletados do rio Shashe em Tuli (Minshull) e de uma piscina rio abaixo na confluência Shashe/Limpopo (Kleynhans and Hoffman 1992). Também introduzida no sistema Komati na Suazilândia (Bills et al. 2004) e se espalhando pela África do Sul. Nativo de Angola; Botswana; Namíbia; África do Sul; Suazilândia; Zâmbia; Zimbabwe.
Oreochromis mortimeri (Kariba Tilapia) Criticamente ameaçada O médio rio Zambezi e seus tributários do Cahora Bassa Gorge até as cachoeiras Victoria, a única espécie endêmica do médio Zambezi. Nativo de Moçambique, Zâmbia, Zimbabwe.
Oreochromis mossambicus (Mozambique Tilapia) Quase ameaçada Baixo Zambezi, Baixo Shire e planos costeiros do delta do Zambezi até Algoa Bay. Ocorre em direção ao sul para o rio Bushmans no Cabo oriental e no Transvaal no sistema Limpopo (Skelton 2001). Amplamente disperso além de sua faixa para regiões interioranas e rios costeiros sudoeste e oeste incluindo o baixo Orange e rios da Namíbia. Introduzida em localidades tropicais e de de clima quente em todo o mundo. Nativo do Malawi; Moçambique; África do Sul (Província do Cabo Oriental, KwaZulu-Natal); Swazilândia; Zâmbia; Zimbabwe.
Oreochromis ndalalani Vulnerável Só conhecida na Lagoa Sul do lago Natron, onde habita as nascentes e correntes efluentes em Olomotony e algumas pequenas correntes alimentadas por nascentes entrando nesta lagoa do sudeste e leste (Seegers and Tichy 1999). Nativa da Tanzânia.
Oreochromis pangani Criticamente ameaçada Endêmica no rio Pangani, na saída do reservatório Nyumba ya Mungu, que também foi colonizada. A área de superfície atual estimada do Nyumba ya Mungu é 56 km² (Bwathondi and Ngatunga2001), daí a EO estimada é menor que 100 km², incluindo o rio Pangani. Nativa da Tanzânia.
Oreochromis rukwaensis (Lake Rukwa Tilapia) Vulnerável Endêmica no lago Rukwa. Nativa da Tanzânia.
Oreochromis squamipinnis Ameaçada Esta espécie é endêmica no lago Malawi. Também encontrada no lago Malombe e rio Shire até o baixo Shire. Nativo do Malawi, Moçambique, Tanzânia.
Oreochromis variabilis Criticamente ameaçada Drenagem do lago Victoria (endêmica). Não foi registrada na parte tanzaniana do lago desde os anos 90 (Seehausen and Bouton 1997, Mkumbo 1999). A espécie é, contudo, ainda encontrada em algumas porções localizadas do lago e em lagos satélite, principalmente Burigi, Katwe e Kirumi pool (Katunzi and Kishe 2002). Também é encontrada na represa Nyumba ya Mungu e vários lagos internos seguindo prováveis introduções. Nativo do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Oxylapia polli Criticamente ameaçada Conhecida apenas de Marolambo Rapids, rio Nosivolo, um tributário do rio Mangoro. Nativo de Madagascar.
Paralabidochromis victoriae Criticamente ameaçada Endêmica do lago Victoria. Nativa do Quênia, Tanzânia e Uganda.
Paretroplus dambabe Ameaçada Endêmica de Madagascar. Nativa de Madagascar.
Paretroplus kieneri (Kotsovato) Vulnerável Endêmica de Madagascar. Nativa de Madagascar.
Paretroplus maculatus (Damba Mipentina) Criticamente ameaçada Endêmica de Madagascar. Nativa de Madagascar.
Paretroplus maromandia Ameaçada Endêmica de Madagascar. Nativa de Madagascar.
Paretroplus menarambo (Pinstripe Damba) Criticamente ameaçada Endêmica de Madagascar. Presente em lagos inundados planos do rio Bemarivo, o maior tributário de fluxo para o norte do rio Sofia River no noroeste de Madagascar. Sabe-se agora que a espécie ocorre em um único lago daquele sistema: Lac Tseny. Nativa de Madagascar.
Paretroplus nourissati Vulnerável Endêmica de Madagascar. Nativa de Madagascar.
Paretroplus polyactis Vulnerável Endêmica de Madagascar. Nativa de Madagascar.
Paretroplus sp. nov. 'Dridri mena' Vulnerável Endêmica de Madagascar. Nativa de Madagascar.
Paretroplus sp. nov. 'Sofia' Ameaçada Endêmica de Madagascar. Nativa de Madagascar.
Paretroplus sp. nov. 'Ventitry' Vulnerável Endêmica de Madagascar. Nativa de Madagascar.
Platytaeniodus degeni Extinta na Natureza Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Prognathochromis sp. nov. 'long snout' Ameaçada Registrada no lago Kyoga e no lago adjunto Nawampasa. Nativa de Uganda.
Ptychochromoides betsileanus (Trondo Mainty) Criticamente ameaçada Endêmica de Madagascar. Nativa de Madagascar.
Ptychochromoides itasy Extinta Endêmica de Madagascar. Regionalmente extinta: Madagascar.
Ptychochromoides katria Vulnerável Endêmica no rio Nosivolo, Província de Tamatave, Madagascar. Nativa de Madagascar.
Ptychochromoides vondrozo Criticamente ameaçada Endêmica de Madagascar. Nativa de Madagascar.
Ptyochromis sp. nov. 'Rusinga oral sheller' Criticamente ameaçada Endêmica no Lago Victoria. Nativa do Quênia.
Ptyochromis sp. nov. 'rainbow sheller' Ameaçada Endêmica no Lago Victoria. Nativa do Quênia e Tanzânia.
Pungu maclareni (Pungu) Criticamente ameaçada Endêmica no lago Barombi-ma-Mbu (ou lago Barombi Mbo), Camarões ocidental. Nativa de Camarões.
Pyxichromis orthostoma Vulnerável Endêmica no lago Nawampasa e lago Kyoga. Nativa de Uganda.
Pyxichromis parorthostoma Extinta Regionalmente extinta: Quênia, Tanzânia e Uganda.
Sarotherodon caroli (Fissi) Criticamente ameaçada Endêmica no lago Barombi-ma-Mbu (ou lago Barombi Mbo), Camarões ocidental. Nativa de Camarões.
Sarotherodon linnellii (Unga) Criticamente ameaçada Endêmica no lago Barombi-ma-Mbu (ou lago Barombi Mbo), Camarões ocidental. Nativa de Camarões.
Sarotherodon lohbergeri (Leka Keppe) Criticamente ameaçada Endêmica no Lake Barombi-ma-Mbu (ou lago Barombi Mbo) e corrente Kumba (tributário da saída do Barombi Mbo), Camarões ocidental. Nativa de Camarões;
Sarotherodon steinbachi (Kululu) Criticamente ameaçada Endêmica no lago Barombi-ma-Mbu (ou lago Barombi Mbo), Camarões ocidental. Nativa de Camarões.
Serranochromis meridianus (Lowveld Largemouth) Ameaçada Lago Sodwana norte nos planos costeiros moçambicanos até a boca do Limpopo. Terra adentro em áreas restritas dos rios Sabie e Sand. Introduzida na represa do médio Letaba na província de Limpopo. Sodwan Bay é um único espécime e sua presença lá precisa verificação. Nativa de Moçambique e África do Sul (Província Limpopo, Mpumalanga)
Stomatepia mariae (Nsess) Criticamente ameaçada Endêmica no lago Barombi-ma-Mbu (ou lago Barombi Mbo), Camarões ocidental. Nativa de Camarões.
Stomatepia mongo (Mongo) Criticamente ameaçada Endêmica no lago Barombi-ma-Mbu (ou lago Barombi Mbo), Camarões ocidental. Nativa de Camarões.
Stomatepia pindu (Pindu) Criticamente ameaçada Endêmica no lago Barombi-ma-Mbu (ou lago Barombi Mbo), Camarões ocidental. Nativa de Camarões.
Xystichromis bayoni Extinta Regionalmente extinta: Uganda.
Xystichromis sp. nov. 'Kyoga flameback' Criticamente ameaçada Registrada na parte do lago Nawampasa do sistema Kyoga. Nativa de Uganda.
Yssichromis sp. nov. 'argens' Extinta na Natureza Endêmica no lago Victoria. Regionalmente extinta: Tanzânia.

Compilação: Ciclídeos Online, 2009
dados estatísticos © International Union for Conservation of Nature and Natural Resources.

Referências

http://www.iucn.org/about/ - IUCN, International Union for Conservation of Nature - Acessado em 09/10/2009.

http://www.iucnredlist.org - The IUCN Red List of Threatened Species - Acessado em 09/10/2009.